Um SMS por dia melhorou a condição de crianças e adolescentes nos EUA

27 jun

 

Rosa Arriaga, responsável pelo estudo, é cientista pesquisadora sênior do Instituto de Tecnologia da Georgia

Rosa Arriaga, responsável pelo estudo, é cientista pesquisadora sênior do Instituto de Tecnologia da Georgia

 

Estudo constatou que controle da asma via SMS pode aumentar em mais de 17% o engajamento para tomar medicação preventiva e que as dicas de fato melhoram a qualidade de vida dos doentes, inclusive entre crianças e adolescentes.

Com mensagens diárias, enviadas por SMS, o Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, comprovou que crianças e adolescentes entre 10 e 18 anos tiveram melhora significativa em sua condição clínica. Com mensagens simples, que perguntavam sobre sintomas e também dicas de prevenção de crises, o estudo mostrou outro importante resultado: o aumento em 17% do uso de medicação preventiva.  “Parece que as mensagens de texto agiram como um lembrete implícito para que os doentes tomassem o remédio. No fim da pesquisa, as crianças também estavam mais em ‘harmonia’ com a doença”, disse a responsável pelo estudo Rosa Arriaga, cientista pesquisadora sênior na Faculdade de Computação, da escola de Computação interativa do Instituto de Tecnologia da Geórgia.

Exemplo brasileiro

No Brasil, a Tá-Na-Hora é pioneira em utilizar o envio de SMS para a realização de medicina preventiva, fidelização e adesão medicamentosa, inclusive, a empresa também lançou o AsmaSMS, gratuito, para auxiliar os asmáticos crônicos, no Dia Nacional de Combate à Asma, 21 de junho – a doença atinge 6,4 milhões de brasileiros e é a terceira maior causa de internação, com 8 mortes/dia no País.

A utilidade dessa pesquisa alcança nível global. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofram de asma, cerca de seis milhões só no Brasil, sendo aqui a terceira principal causa de hospitalizações no Sistema Único de Saúde (SUS), com mais de cinco mortes por dia. “Os resultados indicam que tanto a consciência e o conhecimento [saber que tem a doença e como lidar com ela] são fundamentais para os indivíduos terem comportamento proativo para a melhora de sua condição”, finalizou Arriaga.

Saiba mais:
Sobre o estudo
Sobre o AsmaSMS

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