Por que seus funcionários odeiam seu programa de qualidade de vida?

2 jan

Programa de Qualidade de Vida

Ultimamente, tem se discutido bastante a eficácia de programas de qualidade de vida corporativos. Será que eles realmente funcionam? A resposta honesta é sim, mas não todos e, na maioria das vezes, a falha se resume à forma como eles são projetados e executados.

Foi o que constatou o estudo ‘Da Evidência à Prática: Programas de Qualidade de Vida que Funcionam’, realizado pelo Institute for Health and Productivity Studies (IHPS), que investigou como os programas são criados e aplicados dentro das empresas e ganhou pareceres técnicos de profissionais e de líderes empresariais. O resultado: conselhos práticos para companhias de todos os tamanhos. Confira a seguir, algumas das constatações da pesquisa, em cinco pontos que separamos para você:

5 Abordagens para mudar a saúde de seus colaboradores

  1. A construção de uma cultura de saúde. A cultura da empresa saudável é construída intencionalmente. É, antes de tudo, a criação de um modo de vida no local de trabalho: uma cultura favorável à carreira, emocional, financeira, física e bem-estar social – e não apenas uma corrida de rua ocasional. Exemplos incluem horários de trabalho flexíveis, fornecimento de apoio social, reforço de políticas de promoção de saúde e um ambiente físico saudável (com ofertas de alimentos saudáveis, etc.).
  2. Pedindo ajuda. Conseguir engajamento só pode ser alcançado quando os colaboradores têm voz no andamento do programa e entendem como eles mesmos e a empresa podem se beneficiar mutuamente. Existem algumas maneiras simples para começar a fazer isso. A mais comum é a realização de pesquisas periódicas ou grupos focais para determinar quais os aspectos da saúde e bem-estar são importantes para os funcionários. Outra é a criação de comitês para avançar com  iniciativas apoiadas pelos seus colegas de trabalho. Por último, também pode valer a pena envolver cônjuges ou outros membros da família que podem ajudar a construir uma teia mais ampla de apoio social.
  3. Comunicando. Comunicação estratégica leva a maior engajamento. Deve haver a divulgação de mensagens claras. Assim será possível superar algumas das principais barreiras da participação nos programas: a falta de conhecimento, falta de interesse e, sobretudo, as suspeitas sobre as motivações dos empregadores. Essas comunicações devem ser frequentes, variadas em conteúdo, ser multicanal, e adaptada ao público-alvo.
  4. Oferecendo incentivos inteligentes. Simplesmente pagar para as pessoas mudarem os hábitos ao longo da vida pode não funcionar. No entanto, há fortes evidências de que os incentivos adequados conduzem a taxas de participação maiores e mantêm os funcionários engajados e motivados para alcançar as suas metas individuais de saúde. Aqui o desafio é migrar os funcionários de simplesmente participar de uma recompensa (incentivo externo) para um lugar onde o novo comportamento ou hábito é suficientemente gratificante e que  valha a pena manter (incentivo interno).
  5. Compromisso de liderança e apoio. Um programa de promoção de saúde bem-sucedido começa com o compromisso dos líderes da empresa. Seu sucesso contínuo depende do apoio permanente de todos os níveis da organização.

 

Conclusão

Para alcançar a melhoria de saúde no local de trabalho, os empregadores devem primeiro entender o que estudos como esse dizem sobre o que funciona e, em seguida, estabelecer programas de promoção de saúde que apoiem uma cultura empresarial saudável. Isso nem sempre é fácil. Mas as recompensas podem ser enormes, tanto para sua empresa quanto para os seus colaboradores.

Vale dizer que uma das maiores lições aprendidas com o estudo é que eventos isolados, disfarçados de programas de qualidade de vida – isto é, atividades não integradas em uma estratégia global de promoção da saúde no local de trabalho – são as mais passíveis de falha.

 

Sobre a Tá.Na.Hora

Fundada em 2013, oferece soluções para a gestão, educação e o monitoramento da saúde via chats, principalmente SMS e redes sociais, por meio de robôs desenvolvidos para terem conversas interativas e induzir mudanças de comportamento no usuário. Além de atuar com monitorando enfermidades crônicas e gestantes, a Tá.Na.Hora desenvolve projetos com foco na melhoria da qualidade de vida em grandes empresas com programas focados em nutrição, combate ao sedentarismo, saúde emocional e tabagismo. www.ta-na-hora.com.

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