Por que verba não é o verdadeiro problema da saúde pública?

24 ago

Marechal Deodoro (AL) tem se tornado uma referência em saúde no Brasil por seguir uma estratégia inovadora na gestão de saúde pública.

Por Leandro Racuia *

O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ) foi elaborado para qualificar gestores e equipes de atenção básica à saúde. Dentre as principais questões levantadas à época estava a reflexão sobre o trabalho realizado em relação aos resultados obtidos em saúde.

De fato, os resultados trouxeram avanços significativos em atenção básica para equipes de saúde. Mas, o que estão fazendo os gestores públicos em relação à inovação? Como falar em qualificação de profissionais sem empoderá-los com novas ferramentas? É possível transformar a realidade de saúde no país sem uso de novas tecnologias?

A inovação feita pelo poder público em Marechal Deodoro (AL)

O município de Marechal Deodoro (AL) é um exemplo real da mudança no modelo de atenção básica no Brasil. A Secretaria Municipal de Saúde identificou que por meio de tecnologia conseguiria ter um impacto muito maior para a sociedade. Assim, junto com a equipe de atenção básica e gestão qualificadas, foi também elaborado um projeto de inovação tecnológica para área da saúde. Fruto do esforço e visão do Secretário Municipal de Saúde, Aérton Lessa e sua equipe.

Segundo Tânia Queiroz, umas das gestoras do projeto e diretora de Atenção à Saúde, “No momento que Marechal Deodoro foi atingido por uma terrível enchente, atingindo e desabrigando muitas pessoas, percebemos que precisaríamos de reforço para alcançarmos o máximo da população.

Com essa visão de futuro, Aérton Lessa e a gestão municipal têm conseguido realizar um trabalho referência para saúde pública no Brasil. Entre outras ações está um projeto pioneiro que, por meio de mensagens de texto em dispositivos móveis, envia à população toda sorte de informação importante sobre doenças de veiculação hídrica, de forma a prevenir e detectar precocemente situações de risco.

Resultados do projeto

Tudo isso só faz sentido porque há evidência dos resultados trazidos para o município de Marechal Deodoro. A gestora Tânia disse que  “o maior impacto foi a prevenção e o diagnóstico precoce, onde conseguimos diagnosticar 16 casos de leptospirose sem a ocorrência de óbito.” A princípio, segundo a gestora, apesar do receio inicial da equipe de enfermagem quanto ao impacto da tecnologia e participação da população, a aceitação foi excelente já nos primeiros dias do programa.

O projeto, realizado em parceria com a Tá.Na.Hora, conseguiu interagir com mais de 1.020 pessoas. Já são mais de 30.000 mensagens trocadas com os munícipes, trazendo à população o sentimento de ter presente na palma da mão a gestão de saúde pública.

Deste modo, a expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é reduzir a superlotação em postos de saúde e reduzir custos através da prevenção de complicações, além de agir o mais rápido possível quando alertados sobre pacientes que contraíram doenças de veiculação hídrica como leptospirose, febre tifóide e hepatite A e B.

Qual o papel dos Robôs e da Inteligência Artificial da Tá.Na.Hora nesta parceria com Marechal Deodoro?

A Tá.Na.Hora atua com o time de Marechal Deodoro fornecendo a tecnologia por trás da ação. Isto envolve 4 pilares principais de trabalho:

  • Elaboração de conteúdo de saúde e customização para necessidades específicas da Prefeitura de Marechal;
  • Envio de mensagens em linguagem acessível e engajante, bem como, recebimento e arquivo em banco de dados de todas as mensagens (em conformidade com as diretrizes de segurança da ANVISA);
  • Relatórios sobre principais indicadores do projeto e análise de dados por big data;
  • Identificação por inteligência artificial de situações de risco e notificação da equipe de Marechal Deodoro.

Com o apoio do sistema da Tá.Na.Hora, a equipe de Marechal Deodoro pode atuar em todo o município de modo mais assertivo e veloz. Segundo Tânia

“O sistema Tá.Na.Hora conseguiu o que as equipes não conseguem na sua rotina que é estar presente diariamente nas residências alcançando um grande número da população.”

Por isso, a equipe relatou uma experiência excelente, que trouxe muita praticidade para acompanhar a população e solucionar problemas.

Desafios da saúde pública no Brasil

“A Saúde Pública ainda tem muitos desafios a serem superados, entre eles está a o acesso da população às redes de atenção (básica, secundária e terciária) e a qualidade da assistência (prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação). E o único caminho para o alcance destes desafios é a implantação de novas tecnologias no sistema de saúde.”, disse Tânia.  

Por que não usar novas ferramentas para gestão de saúde pública? Isso poderia facilitar a análise de dados, melhorar a atenção básica e ainda gerar economias para as Secretarias de Saúde.

Descubra mais entrando em contato ou acessando o site da Tá.Na.Hora.  

* Leandro Racuia é o growth hacker da Tá.Na.Hora Saúde Digital. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leandroracuia/.

2 thoughts on “Por que verba não é o verdadeiro problema da saúde pública?

  1. Não tenho dúvidas que o processo de inovação tecnológica na área de saúde, tanto pública com privada, é irreversível e tem uma relação custo/ benefício altamente positiva tanto nos custos financeiros como na resolutividade da atenção integral à saúde.

  2. A Tecnologia traz informações rápidas a um custo muito baixo. Logo, logo, todos saberão disso e utilizarão os recursos disponíveis. Parabéns pelo trabalho Leandro. Abraços ao Michael e ao Anselmo Antunes.

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