O que as seguradoras americanas estão fazendo para controlar custos?

14 jun

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Fonte: ThinkStock

Operadoras de saúde americanas estão usando mensagens de texto no celular para atingir a população carente do país.

Por Leandro Racuia *

No artigo desta semana, nós vamos explorar uma tendência encontrada no mercado americano para as operadoras de saúde americanas. Para a Dra.Nancy R., coordenadora médica da operadora de saúde americana Gold Coast Health Plan, mensagens de texto nos dispositivos móveis têm uma grande vantagem sobre cartas ou ligações telefônicas automáticas quando o público-alvo são pessoas vulneráveis. “As mensagens de texto fazem as pessoas se sentirem como se estivessem em uma conversa”, diz a médica.

A interação por mensagem de texto é vista como um diferencial. Se uma mensagem interativa tem o potencial de começar uma conversa que faz o paciente se sentir engajado, essa pessoa tem uma chance maior de seguir cuidados básicos de saúde. É como se fosse um amigo virtual em contato com a pessoa.

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Em troca, isso pode reduzir o custo de operadoras de saúde em milhões de reais gastos sem necessidade. A Gold Coast é só um exemplo. Várias operadoras americanas pelo país estão determinadas a melhorar o engajamento de pacientes através de mensagens de texto em dispositivos móveis. Segundo elas, essa é uma tática-chave no esforço conjuntural de redução de custos em saúde, principalmente para grupos vulneráveis.

Por isso, sistemas e operadoras de saúde dos EUA estão usando mensagens de texto para alcançar populações tradicionalmente esquecidas: moradores de rua, a população pobre, pessoas com HIV e até mesmo dependentes químicos. Essas organizações estão confeccionando mensagens sob medida para cada grupo com a esperança de desenvolver um conhecimento aprofundado de cada um para melhorar os níveis de engajamento com estes pacientes.

“Há uma necessidade enorme de inovar em serviços de saúde e em como engajar pacientes assim que eles deixam os hospitais e consultórios médicos”, disse o professor de Harvard, Ateev Mahrotra.

Para Dra. Nancy, o esforço dos planos de saúde por meios tradicionais de comunicação simplesmente não agrega valor. Os pacientes não leem as cartas, ignoram as ligações.

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A Gold Coast constatou que os membros dos planos de saúde tinham uma ideia muito vaga a respeito de cuidados primários à saúde. Então, o que está em jogo é uma mudança cultural nos EUA.  

No Brasil, isso não é muito diferente. A prevenção de doenças e adoção de hábitos mais saudáveis não é uma prioridade. O que acontece na prática é que os brasileiros preferem remediar um problema, o que acaba sendo muito mais custoso. A Tá.Na.Hora está mudando essa situação através de chatbots via SMS e Facebook Messenger.

Um problema notado pelas operadoras de saúde americanas é que as pessoas também não estão muito interessadas em outros canais online, como email. As pessoas estão realmente motivadas se “alguém” quiser conversar com eles.

Neste momento que se tornam importantes os dispositivos móveis. É muito mais rápido e interativo do que uma conversa por computador e vai muito mais além na agregação de valor para o paciente. A Tá.Na.Hora notou que muitos pacientes enviam mensagens dizendo que estão muito felizes por se sentirem cuidados por nós.

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No futuro, a Dra. nancy enxerga os dispositivos móveis como uma ferramenta relevante no atendimento de doenças crônicas e populações em situação de risco.

A realidade no Brasil

O acesso à saúde básica é extremamente precário no Brasil. A Tá.Na.Hora sonha em resolver esses problemas através de tecnologia e dos nossos chatbots de saúde. Seja para atender pessoas em situação de vulnerabilidade através de parcerias com o governo ou atuando junto a operadoras de saúde no Brasil, a nossa solução tem um potencial tem um potencial de mudança muito grande.

Se você quiser saber mais sobre a Tá.Na.Hora, entre contato conosco ou acesse nosso site.

* Leandro Racuia é o growth hacker da Tá.Na.Hora Saúde Digital. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leandroracuia/.

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