Inovação na luta contra epidemias de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus

14 nov

Saiba como o Instituto Butantan encontrou uma maneira de inovar na comunicação para Ensaios Clínicos e conseguiu reduzir mais de meio milhão na pesquisa da vacina contra a Dengue.

Por Leandro Racuia *

Consegue imaginar quantos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus foram identificados no Brasil em 2016? Estimam-se 1.976.029 possíveis casos das três doenças em 2016. O impacto destas epidemias não se restringe a um ou outro segmento em saúde. Todos, sem exceção, – sistema público, os planos e operadoras de saúde e hospitais – sofrem consequências.

Com o próximo verão e as chuvas, é inevitável que muitas pessoas fiquem doentes, mas um plano de ação bem estruturado pode ser a diferença uma situação crítica e milhares de vidas salvas.

Quais cursos de ação para combater as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti?

Com certeza, a conscientização é a alternativa mais efetiva do ponto de vista econômico e de saúde. Mas, na melhor hipótese, esta é uma medida que só reduz os números de casos dessas doenças. Por isso, é necessário uma medida complementar de minimização de problemas – pensando na redução de riscos à saúde em casos identificados e identificação  mais rápida para possíveis incidências.

A Tá.Na.Hora (TNH) tem uma estratégia totalmente inovadora para lidar com casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Usando um robô de saúde – o chatbot – conversa com as pessoas para saber se há indícios de que elas possam estar doentes. Com o uso de I.A, a TNH interpreta os dados coletados com as respostas das pessoas e se houver evidências de contaminação, é enviado um alerta imediatamente.

Por exemplo, se uma pessoa relata que alguém da família teve um caso confirmado de dengue e ela está com febre, há uma evidência eminente de um caso de risco. Por isso, o robô recomenda com que ela procure ajuda médica o quanto antes.

Agir o quanto antes em situações assim é a diferença entre um caso de óbito e salvar uma vida. Além disso, estes dados podem ser um input essencial para gestão de saúde populacional e histórico do paciente – pensando no fato de que contrair dengue pela segunda vez aumenta as chances de dengue hemorrágica.

O mesmo conceito também se aplica nos Ensaios Clínicos – Estudos focados na elaboração de um novo medicamento / vacina – e foi uma das razões para o Instituto Butantan ter firmado uma parceria com a TNH.

Por que o Instituto Butantan está usando chatbots para combater epidemias?

A melhor evidência são os dados obtidos com o projeto. Já são mais de 6400 pessoas cadastradas no programa com a TNH, sendo que todo o mês são recebidas mais de 10.000 mensagens. E mais 50% de todos os pacientes estão engajados nos acompanhamentos do Instituto Butantan.

Na prática, significou uma economia de R$ 39.406,68 para os cofres do Butantan! Neste caso, uma redução de aproximadamente 75% dos custos quando comparado a solução anterior via pesquisa com call-centers.

O objetivo do Instituto era buscar um facilitador para implementação da Fase 3 de desenvolvimento da vacina da Dengue do Instituto Butantan. Basicamente, era a fase de ampliação do projeto para o Brasil inteiro e o desafio que isto envolveria. Veja o vídeo da Folha de São Paulo sobre o projeto da TNH com o Instituto Butantan.

Qual caminho o Brasil vai escolher para enfrentar as doenças transmitidas pelo Aedes?

Independentemente do caminho a ser traçado, há uma grande responsabilidade por parte dos gestores de saúde. Um plano bem pensado de conscientização e medidas de mitigação podem ter um impacto expressivo tanto economicamente quanto na minimização de problemas da saúde da população.

Faça diferente e busque a TNH para fazer um monitoramento em tempo real da sua população de risco.

* Leandro Racuia é o growth hacker da Tá.Na.Hora Saúde Digital. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leandroracuia/.

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