Gamificação e Chatbots: o futuro do engajamento em saúde

19 jul

Tá.Na.Hora Saúde Digital

Com as evidências de maior proatividade em relação à saúde, estratégias de gamificação e chatbots são inovações poderosas no engajamento de pacientes

Por Leandro Racuia *

De acordo com a Deloitte, há uma tendência global das pessoas proativamente se interessarem mais pela própria saúde, um aumento de 11% nos últimos dois anos. Isto significa que há uma latente demanda por serviços voltados para o empoderamento em saúde.

Ainda segundo a mesma pesquisa, 34% dos respondentes dizem que os prestadores de serviço deviam incentivar mais os pacientes em relação a cuidados com saúde, pesquisar condições particulares de cada um e fazer perguntas sobre o tratamento. Ou seja, fica nítido uma oportunidade quanto a real necessidade do mercado. Mas, como é possível abordá-la por meio das inovações em saúde hoje?

Accenture - Tá.Na.Hora

Fonte: Accenture

Estratégias de gamificação

Muito é levantado sobre o enorme potencial do uso de gamificação no engajamento de pacientes. Hoje, há duas vertentes principais: uso de jogos para promover saúde e bem-estar; e, ser um jogo de saúde para atender o desejo humano de jogar, competir e receber prêmios.

Gamificação em saúde

Segundo Michael Fergusson, CEO da Ayogo, jogos não podem ser usados como propina. Eles devem ser usados para promover comportamentos mais saudáveis através do foco na parte emocional e não tanto racional dos pacientes.

Aproveitando todo o potencial destas opções, cria-se um caminho muito eficiente no engajamento de pacientes. Não apenas em relação ao modo como a experiência é proposta para as pessoas em termos de saúde, mas também em função dos mecanismos de engajamento dos games.

A startup de saúde que levantou $2.5M com uso de games

A Ayogo é uma startup de tecnologia que cria plataformas digitais para alavancar o engajamento de pacientes por meio do uso de jogos em saúde. Ao mesclar a abordagem tradicional com games, a interação com o paciente se torna mais empolgante.

A startup se diferencia porque a atenção do produto foca mais no conceito de jogo. Ela mira mais o coração do que o lado racional dos pacientes, procurando os incentivar, animar e engajar com objetivo de terem uma mudança comportamental. Além disso, por terem esse viés, os programas acabam se tornando muito customizáveis já que estão mais ligados à noção de diversão.

Utilizando conceitos vindos da psicologia para fomentar o poder do brincar, pretende-se manter a interação divertida nos dispositivos móveis. Estes foram escolhidos pela empresa por estarem acessíveis a todo momento e onde muitos já alocam grande parte do tempo de lazer.
Ayogo

Uma outra startup com uma proposta diferente é a FIX health cujo produto é a criação de plataformas de gamificação para operadoras e seguradoras de saúde.

Estratégias interativas com chatbots

Uma das inovações de grande impacto recente na área da saúde são os chatbots. A partir do uso de robôs com inteligência artificial é possível começar conversas com as pessoas em dispositivos móveis. Seja por meio de SMS, Facebook Messenger ou Canal Web, a intenção dos chatbots é criar um novo paradigma de interação com pacientes. Não se trata mais de mensagens enviadas unilateralmente, mas sim de uma conversa personalizada, interativa e rica em conteúdo.

Desta maneira, é possível tanto passar informações úteis sobre saúde, como tirar dúvidas, fazer avaliações e monitorar quadros de saúde com mais facilidade e, na maioria dos casos, em tempo real.

Inovação brasileira com chatbots para gestão de saúde

No Brasil, a Tá.Na.Hora usa chatbots com inteligência artificial para educar, engajar e monitorar pacientes e populações em situação de risco. Com esta tecnologia, a empresa está alcançando resultados expressivos em relação a taxa de engajamento de pacientes e a gestão de saúde populacional.

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Ao longo de uma trajetória de 3 anos, a startup de saúde acumulou experiência em diversos programas de saúde, bem como, na análise de dados por Big Data. Esta vivência permitiu criar um diferencial tanto na compreensão de grandes populações e suas respectivas necessidades quanto na geração de insights sobre saúde para tomadores de decisão. Para tanto, foi essencial estar bem embasado em melhores práticas de saúde e diretrizes de desfechos clínicos.

Através das mensagens de texto em dispositivos móveis, a Tá.Na.Hora monitora , simultaneamente, quase 100.000 vidas. O conteúdo é direcionado de acordo com os pontos críticos que cada acompanhamento de saúde exige. Por exemplo, uma pessoa hipertensa é avaliada regularmente quanto a pressão arterial ou sintomas de tontura, já uma gestante recebe o acompanhamento para o seu pré-natal.

Por isso, as pessoas se sentem cuidadas de forma íntima. Muitos dos usuários cadastrados nos programas dizem se sentir extremamente satisfeitos com as mensagens e “acompanhados de perto”.

Qual o paralelo entre estas duas estratégias?

O elo entre estas duas inovações em saúde, gamificação e chatbots, se constrói em torno do conceito de entretenimento. Esta é a palavra-chave destas estratégias para o maior engajamento de pacientes no futuro.

Além disso, nestes casos, as soluções apresentadas permitiram uma sensação de maior proximidade e acompanhamento. Por isso, a Tá.Na.Hora está na fronteira tecnológica no Brasil quando o assunto é inovação no engajamento de pacientes. Com isso, o objetivo é revolucionar o monitoramento de pacientes e a gestão de saúde populacional.

Descubra mais da Tá.Na.Hora acessando o site ou entre em contato.
* Leandro Racuia é o growth hacker da Tá.Na.Hora Saúde Digital. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leandroracuia/.

 

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