Será o fim dos aplicativos de Saúde?

25 out

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É fato, aplicativos de saúde, assim como todos os outros, estão em vias de extinção, mas a nova era tecnológica promete revolucionar o setor. Conheça a nova era digital da saúde

Por Ted Livingston, CEO da Kik*

Aplicativos de Saúde são tão 2014! O custo elevado e a ineficiência de nosso sistema de saúde podem frequentemente ser atribuídos à falta de engajamento do paciente depois de saírem de clínicas ou hospitais.

Estudos provaram que podemos conseguir resultados muito melhores se médicos e pacientes se mantiverem em contato após a consulta. O envolvimento efetivo com o paciente é verdadeiramente a ‘oportunidade de trilhões de dólares’ na área da saúde. Então, já que muitos dos aplicativos de saúde são feitos com esta finalidade, de conectar pacientes e instituições e/ou profissionais de saúde, por que eles não estão dando certo?

O que há de errado com os apps de Saúde?

Nos últimos oito anos, muitas empresas investiram pesadamente em aplicativos para engajar pacientes em tudo, desde a adesão à medicação, monitoramento de sinais vitais, autorrelato de sintomas, consultas via telemedicina, coaching de comportamentos, etc. – seus  resultados têm sido dos mais variados.

Mesmo para os apps que apresentaram potencial, eles ainda demandavam uma equipe de médicos acompanhando os pacientes, certificando-se de que a tecnologia era usada na frequência desejada. Isso, por si só, já desilude com relação à ‘escalabilidade’ de tais soluções.

O desempenho sofrível de aplicativos de saúde provavelmente está enraizado na falta de uma experiência realmente envolvente, a começar pela necessidade de instalar um aplicativo e lembrar de abri-lo diariamente, e a terminar porque o aplicativo lembra as pessoas de sua doença – pessoas gostam de jogos e entretenimento em seus aplicativos de celular, não de tristeza e de doença. Tarefa árdua.

Em vez de pedir aos pacientes para abrir mais um aplicativo, boas práticas devem engajar os pacientes através de canais de comunicação que eles já utilizam. Nesse sentido, as velhas, e ‘não-escaláveis’, ligações feitas por enfermeiras são eficazes porque os pacientes já usam seus telefones para chamadas telefônicas. Não é necessário instalar um app e a interação é ‘forçada’ para os pacientes, sem que tenham de fazer alguma coisa a mais.

Os melhores apps não são apps: a explosão dos bots

aplicativosDe longe, os aplicativos mais populares são os de mensagens  e fica claro que a interação com os usuários diretamente dentro desses aplicativos de mensagens é muito mais eficaz do que pedir a quem usa para sair e abrir outro aplicativo independente.

Por isso, no mundo do pós-app, empresas de tecnologia visionárias, como Facebook, Microsoft, Amazon e Apple estão fazendo enormes apostas em um novo paradigma de interface com o usuário: os chatbots, sistemas automatizados que interagem com os usuários em plataformas de mensagens (como o messenger, por exemplo).

Mas Chatbots são melhores do que aplicativos para  engajar pacientes?

Desenvolvedores estão desistindo de seus aplicativos independentes para desenvolver chatbots em plataformas de mensagens. Aplicativos de e-commerce, de empresas, de notícias, de entretenimento, de política estão indo na direção dessa tendência, criando ‘robozinhos’ para interagir com seus consumidores – inclusive já existem alguns para a área da saúde, como o Joy, por exemplo, que monitora sintomas de depressão.

No Brasil, a startup de saúde digital Tá-Na-Hora já utiliza chatbots via SMS, para também alcançar pessoas que não possuem smartphones, democratizando o acesso à Saúde em diversas frentes: setor público, com o SMS Bebê e SMS Dengue;  operadores de saúde, com gestão de crônicos; e empresas de grande porte com programas de bem-estar e qualidade de vida.  

Inclusive, recentemente, seu co-fundador e CEO , Michael Kapps, foi indicado como um dos três mais prestigiados empreendedores sociais do Brasil pelo jornal Folha de São Paulo.

Em vez de contratar enfermeiros para chamar pacientes em casa, por que não deixar que robôs inteligentes e empáticos façam isso? Aplicativos de chat seriam como os novos navegadores; bots seriam os novos websites. 

Este é o início de uma nova Internet.

Para saber mais: 

*Este texto é um adaptação deste original: ‘Chatbots feitos para a área da saúde’.  Kik é uma empresa de construção e desenvolvimento de chatbots do Canada; saiba mais aqui: https://bots.kik.com/#/

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